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Carla Luis

Estamos em Dezembro. Não tarda é Natal. Casámos! (Já estou a ver os cabelos em pé!). É a primeira vez em que têm de lidar com as festividades da Família, em Família!

É necessária uma boa dose de bom senso e algumas cedências, quando se coloca a questão: “Passamos o Natal com a minha família ou com a tua?”. Enquanto namorados, um pouco mais à direita, um pouco mais à esquerda, as festividades eram passadas com as respectivas famílias, mas agora deixa de fazer sentido. Vocês são a vossa própria família. Aproxima-se a fase da gestão de emoções, das pressões e perguntas. Passam o Natal cá em casa, não passam? – Pergunta a sogra. Já encomendei aquele bacalhau especial que o meu genro tanto gosta! Afirma a mãe!

E durante semanas, andam naquela expectativa de que a resposta apareça por si, mas ela não aparece. É chegada a hora de decidir! Uma decisão difícil. Se por um lado sabemos que de um dos lados da família a consoada é mais divertida, pelo outro não queremos defraudar as expectativas de ninguém!

Vocês, enquanto casal, são uma família, e têm mais duas famílias! A melhor solução é conseguirem que o Natal passe a ser em vossa casa, e consigam juntar o útil ao agradável. Mas e o espaço para 30 pessoas no T1? Não dá! Pois então, a questão é delicada, vamos ao que importa:

  • Um dos dois vai ter que ceder a primeira vez. Numa relação saudável, as cedências fazem-se todos os dias. Haverá um que dirá, “e que tal este ano ser nos teus pais e para o ano vamos aos meus!”. Eis que a solução está criada, mas depois é preciso informar a família não-escolhida para o primeiro Natal. Usem, uma vez mais do bom senso, e façam questão de sublinhar que foi uma escolha aleatória, sem qualquer tipo de preferências, só mesmo porque tinha de ser em algum dos lados. E assim se evitam discussões chatas e que ninguém quer ter!
  • Qualquer que seja a família onde vá parar tem que ter consciência de que os costumes são diferentes. Lidámos com crenças, religiões, rituais e até com a forma de estar e ser da própria família. Encarem tudo com naturalidade, encaixem as diferenças e alinhem. Afinal é a eles que a vossa cara-metade está habituada, e vai ter que lidar com as diferenças da sua própria família. Façam parte da festa, e nunca (por mais que possam sentir) mostrem que não estão a gostar!
  • É natural também que as famílias tenham ideias diferentes e formas de convívio diferentes (até no seu seio, quanto mais!). A tia que insiste em oferecer naperons para a consola da entrada da vossa casa, ou o pijama dos anos 70, não deve ser criticada, não é simpático! Ela ofereceu com a melhor das intenções, e não vai querer ouvir o seu cônjuge a desdenhar da oferta. Depois há o primo que não larga a garrafa de espumante, e brinda à época natalícia como se para o ano não houvesse outra vez. Pronto, é só hoje! Amanhã estará mais calmo, que a cabeça vai latejar!
  • Pode não haver Pai Natal, nem crianças a correr pela casa (sim! vão-lhe perguntar quando é que encomendam uma – mais deixamos isso para um próximo post), mas pense positivo, divirta-se que um ano passa depressa e a sua realidade voltará!

Eis que o Natal passa e no ano seguinte será junto da sua família, onde estará você mais confortável e irá mostrar este artigo ao outro, para que seja mais fácil a distância da sua própria família.

Venham de lá esses sonhos, bolos-rei, filhós e rabanadas, que o Natal são dois dias e quando nos apercebermos já passou!

Feliz Natal, cheio de gordices e lambuzices são os votos da vossa wedding planner! Logo logo voltamos a atacar o planeamento dos vossos dias perfeitos!